BRASIL: A FOME DE PODER, E A DEMOCRACIA EM FRANGALHOS
SERÁ: EVANGELHO COACHING É A SOLUÇÃO?
Quando analisamos os espectros bíblicos descritos na história,
apreciamos caminhos que foram percorridos por toda uma sociedade que veio
antes de nós. Encontramos ao longo do percurso, personagens que apontam para
praticas de sucesso, fracassos e de crescimento.
Entre poucos, há um que se destaca pelas características próprias de
alguém que conquistou fama, dinheiro, status, respeito, mulheres e até mesmo
reinos. No topo das celebridades dos aparentes bem sucedidos, encontramos nada
menos do que o ilustre rei Salomão.
Homem cuja sabedoria era invejável. Um modelo que foi apreciado
pelos mais nobres em toda a Terra. Contudo, o filósofo de grandes provérbios
afirma ao final de sua vida na leitura em Eclesiastes que tudo debaixo do sol é vaidade.
Era como se uma sórdida melancolia se levantasse diante de seus olhos e
apequenasse as motivações do império que por ele foi construindo. Mas o que o
sábio Salomão tem a ver com as desilusões similares e amplamente percebidas na
sociedade do século XXI?
Talvez a resposta se concentre na simplicidade e não na percepção do que
se vê. O sentido de plenitude aplicado às conquistas e superações externas só
terão resultados reais se a máxima não for ter, mas
ser.
A busca por respostas sem que antes as perguntas corretas sejam
feitas causam anomalias na sociedade que deixou de olhar, sentir e perceber.
A fragilidade humana de se deixar influenciar pela a aparente
imagem de uma vida perfeita que as redes sociais apresentam, cria um exército
cada vez maior de pessoas carente de afeto, equilíbrio emocional e que gerenciam mal as emoções.
Em meio ao mar de desencontros internos, cresce o número de vítimas.
Dados da Organização Mundial da Saúde estimam que mais de trezentos
milhões de pessoas sofram com depressão em todo o mundo. Entre os países da
América Latina, o Brasil é o que apresenta maior número de casos.
O número de doentes pelo mundo ultrapassam médias nunca antes
vistas na história. Nas igrejas o cenário não é diferente. O percentual de
cristão atingidos com o mal do século por certo é muito maior do que os que
foram contaminados pela covid-19.
Além do que se vê, ainda estão os doentes mascarados. São eles homens e
mulheres que trilham por caminhos do esgotamento emocional recheado de monturos,
decepções e frustrações. As aparências sufocam e aprisionam àqueles que por
certo deveriam buscar por ajuda.
Mas, e o evangelho coaching ajuda? Depende. As ferramentas apresentadas
como mecanismo para superação, satisfação e sucesso depende da visão clara de busca e não da oferta. Contudo,
nenhum instrumento de autoconhecimento será suficiente, se o homem que se
perdeu do Criador não se reencontrar.
Façamos uma análise sobre o que o erudito apostolo Paulo disse em Gálatas 1.8 "Mas, ainda que nós mesmo
ou um anjo do céu vos anunciar outro evangelho além do que já vos tenho
anunciado seja anátema"
OPINIÃO - "E AGORA, JOSÉ?” QUEM VAI PULAR O CORONAFOLIA?
Seria cômico se não fosse trágico. Na linguagem
popular há quem diga: "Pois é meu irmão, será que estamos livre da
covid-19?" Para os hipócritas do "fique em casa" parece que sim.
Bastou a data carnavalesca se aproximar para que alguns governadores e prefeitos do Brasil hasteassem a bandeira branca em favor da maior festa popular do Brasil.
Nas conversas dos céticos ecoam perguntas que não querem calar. E quanto ao uso de máscaras e aglomerações? Como fica a questão do distanciamento social? Será que acabaram com as restrições?
Toleram a liberdade de ir e vir do cidadão, fecharam igrejas, proibiram o trabalhador de levar o sustento para dentro de casa com o argumento de que era preciso diminuir a circulação para achatar a curva e evitar mais mortes.
Mataram a tiros o soldado Wesley Soares do estado da Bahia com afirmativa de que ele surtou, quando na verdade ele gritava que não iria cumprir ordens ilegais e fechar o comércio de trabalhadores.
Em nome da lei praticaram inúmeras atrocidades, mas bastou a pressão do carnaval bater às portas para os que se dizem preocupados com a pandemia entoarem a marchinha "Ó abre alas que eu quero passar".
A bondade vem acompanhada de um nome, Eleições 2022. É tanto cinismo, tamanha é a chacota com a cara do povo, que até enoja o cidadão de bem. Pouco importa se os parentes das vítimas fatais da doença no país ainda choram os 614.278 mortos.
Infelizmente, a tensão agora é a de que o cenário ocorrido no início de 2020 possa se repetir no Brasil. O vírus que começou na China, favorecido pelo festejo de carnaval no Brasil, não levou muito tempo para se alastrar em todo território brasileiro.
Em 2021, em meio às notícias de que uma nova variante do coronavírus denominada Ômicron circula em muitos países, no gigante da América Latina, alguns de interesse dobre ainda fingem desconhecer os riscos. Só que não.
O vírus não respeita tradições, não tira licença prévia como alguns senhores pensam. O vírus não consulta passaporte sanitário e nem faz parcerias com lacradores.
Enquanto os parafusos seguem frouxos na cabeça de muitos governadores e prefeitos, do outro lado a corda bamba revela que o precipício é bem mais fundo.
E agora, José? "A coisa tá feia, a coisa tá preta... Quem não for filho de Deus, tá na unha do capeta".
INTOLERÂNCIA À OPINIÃO
Ódio, gritos e ofensas... O que era para ser incomum, ganha cada vez mais espaço quando o assunto é taxar de forma pejorativa as opiniões alheias. O problema não é pensar diferente, mas sim querer que todos pensem de igual modo.
A liberdade ao pensamento é uma premissa dada como presente aos homens pelo criador. Embora ela exista, infringir as regras também tem seu custo.
É necessário pontuar que as barreiras estabelecidas em países cujo regime é democrático, não foram criadas para penalizar, mas para permitir que entes diferentes possam conviver em harmonia, ainda que existam divergências. A rivalidade não deveria ser transformada em ofensa quando as opiniões não se relacionam de forma pacífica no campo das interlocuções.
Contudo, com o avanço da internet e as mídias sociais que interligam pessoas, fazer uso de algumas prerrogativas como falar e escrever o que pensa sobre determinado assunto, tornou-se no mínimo algo que precisa de cautela para o uso.
A exposição opinativa entrou num campo de batalha perigoso. Trafegar nas
vias virtuais de forma aberta, abre no mínimo precedentes para sarcasmos e
apontamentos.
No Brasil, embora a garantia à liberdade de expressão esteja estabelecida como direito, a percepção que temos nos dias atuais, é a de quem vivemos no limite do extremismo. Tentam enquadrar todos aos marcos da polarização.
Mas o que é polarização? Polarização é a disputa entre dois grupos. Grupos que se limitam às próprias convicções e não que não estão dispostos ao diálogo.
Quando a polarização impera, por enfraquecimento muitas vozes calam. A compreensão do termo pode ser ainda mais clara quando observamos o conceito odioso utilizado por algumas torcidas organizadas amantes do futebol.
Grupos violentos retratam bem o conceito de polarização. Nos moldes bizarros que o significado ao pé da letra institui, o indivíduo terá sempre que escolher um entre dois.
A ideia de polarização quando aplicada no campo político, demonstra que a praga que se chama intolerância atingiu partidos e muitos militantes no território brasileiro. Assim, pelo uso do radicalismo, fascista tentam sepultar as opiniões diferentes.
A forma odiosa e desprezível contra a exposição alheia ganha cada vez mais adeptos. Sob forte uso dos tentáculos da inquisição, alguns tentam subtrair, ridicularizar e até minimizar quem ouse pensar diferente de determinada parcela da sociedade.
Assim, por fraqueza, membros da comunidade pensante, intimidados pelos gritos do maus, estão curvados diante de incongruentes mentiras. A humanidade que outrora foi criada para o livre pensamento, está sendo subjugada aos moldes da singularidade de expressão.
Temerários do século XXI, por receio, reprimem sua fala diante dos que pela imposição tentam sufocá-la. Mas, os de perspicácia forte que não se rendem diante de uma esdrúxula minoria, às convicções mantém-se se firme observando a advertência registrada na carta de 1 Tessalonicenses, 5 "Mas ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom".
CRIANÇA E O CELULAR: SERÁ QUE FAZ MAL?
É comum
presenciar nos dias atuais cenas de crianças conectadas à rede de internet. O
atrativo dados pelos pais como ferramenta de distração, está nas ponta dos
dedos por meio de uma tela que cabe na palma da mão.
O sonho de
ganhar uma boneca, um carrinho com controle, um skate ou quem sabe uma
bicicleta para interagir com os amigos, para muitas crianças já são vistos como
ultrapassados. O point do momento é ganhar um celular que permite baixar
aplicativos de entretenimento e jogos.
Enquanto, de
um lado estão os pais dispostos a comprar aparelhos sofisticados para realizar
o desejo dos filhos, do outro estão as empresas de tecnologia e software
desenvolvendo produtos para um mercado bilionário.
Em 2020, durante a fase ascendente da pandemia, o mercado de games
mobile lucrou um total de UU$ 100 bilhões de dólares. Para manter o negócios
dos jogos aquecido, as empresas buscam inovar com intuito de impedir a
redução da arrecadação.
Mas os
interesses não são apenas comerciais. Quando falamos do uso de celulares, é
possível constatar que há pais e responsáveis que prefiram disponibilizar
um smartphone nas mãos dos pequenos com objetivos de calá-los ou até
mesmo de distraí-los. A medida não se restringe apenas às crianças
maiores, bebês de colo são aliciados pela mesma ação.
Enquanto a
tecnologia toma contas dos lares de plebeus e nobres, o relacionamento afetivo interpessoal entre familiares dentro
de uma mesma casa fica cada vez mais distante.
Sem que
percebam, crianças que ainda precisam de orientação estão sendo postas em
segundo plano. Pensando fazer o bem para os filhos, mães/pais contribuem de
forma negativa quando o assunto é a construção do conhecimento, das
habilidades, do desenvolvimento, da socialização e da empatia.
Mais do que
ganhar um celular, os filhos precisam de atenção, do amor dos genitores ou
responsáveis, da presença no acompanhamento escolar e de momentos de lazer.
Inviabilizar
para que a tecnologia em pleno século XXI chegue na infância talvez não
seja o melhor caminho, porém orientar a dosagem em relação ao uso de celulares
de modo que não transforme crianças em seres dependentes e improdutivos é na
atualidade o maior desafio.
ORIENTAÇÃO SEXUAL DE GÊNERO NA INFÂNCIA: VOCÊ CONCORDA?
"Ensina a criança no caminho em que
deve andar, e, ainda velho, não se desviará dele". A narrativa está
inserida no livro de Provérbios, e foi dita por nada menos do que o rei
Salomão, quando no apogeu da sabedoria escreveu de forma incisiva tais
palavras. Mas o que ele quis dizer?
A análise mais compreensiva é a de que tanto os pais quanto os responsáveis, têm o dever de ensinar os pequenos no caminho do bem. Mas será que a retórica pronunciada pelo célebre sábio inclui a questão da orientação sexual de gênero na educação?
Na base, quando avistamos as discussões, encontramos as tentativas de estabelecer novos conceitos sobre definição de família. O Brasil, segue sob intensos questionamentos quando o objetivo é infiltrar nas mentes inocentes argumentos voltados à ideologia sexual de gênero.
Embora o Estado seja laico, e a base constitucional se firma em preceitos judaico-cristão, ou seja, a construção da família nos moldes tradicionais, sendo o casamento hetero, entre homens/mulheres, a tentativa para desconstruir a apreciação têm sido alvo de constantes ataques.
A Câmara e o Senado Federal permitem, por meio do voto dos deputados federais e dos senadores, que as leis sofram modificações. Deste modo, a legislação muda constantemente. Contudo, o cerne que rege os princípios de muitos corações permanece intacto às mudanças e negociações.
Assim sendo, tentar firmar um ponto de equilíbrio entre as vertentes dos conservadores e dos radicais é algo meramente impossível. Quando o assunto é orientação sexual de gênero na infância, as armas logo são apontadas pelos dois lados.
Isso porque, de zero aos doze anos, os aspectos físico, cognitivo, afetivo e social da criança estão em construção. A formação de princípios e caráter são descortinados durante essa fase.
Por essa razão, católicos praticantes e evangélicos, rechaçam a tentativa de que nas escolas, nos anos iniciais da educação básica, o local destinado para o aprendizado seja utilizado como espaço contrário à proposta original.
Para muitos pais, conservadores e defensores dos princípios cristão, a manobra para incentivar mudança nas tratativas involuntárias deve ser mantida fora do ambiente escolar, que, embora, seja inclusivo, não deve servir de palco para desvio de fundamentação.
Contudo, a defesa desse conceito é refutada por muitos que endossam o argumento do preconceito, do incentivo ao ódio e à intolerância para justificar a inclusão de conteúdos na grade curricular.
Num país subdesenvolvido, carente de um bom ensino, utilizar a escola para apontar saberes de forma obrigatória que fogem das disciplinas consensuais é dar permissão para que toda ela se modifique à medida que interesses privados se sobreponham aos desejos coletivos.
A inocência da infância não pode ser usurpada por classes, categoria ou grupos. O princípio do educar é um direito dos pais e responsáveis, o de ensinar saberes é da escola. Nenhuma cultura inflamada deve sedimentar estereótipos nos corações frágeis.
DORES DA ALMA
No meio cristão, durante muito tempo
pendurou a imprecisa informação de que depressão era apenas um mal espiritual
que poderia ser curado somente com jejuns e orações. A falta de compreensão
sobre o desconhecido, alimentou o discurso da ignorância e criou alicerces para
narrativas equivocadas.
Por outro lado, a ciência que outrora
negou a questão da espiritualidade como sinônimo para recuperação de
pacientes com distúrbios e inúmeras enfermidades, em pleno século XXI, já consegue
emitir por meio de estudos, parecer que demonstra a eficácia da fé na cura de
muitos casos.
Nos cenários dos males, encontramos a
depressão, uma doença psiquiátrica crônica multifatorial, que tem levado muitos
cristãos para o isolamento.
Por ser um mal invisível, assim como a
ansiedade, o sofrimento que afeta diretamente a qualidade de vida do
indivíduo, inicialmente passa despercebido. Muitos casos só são observados
quando o nível do estágio encontra-se mais avançado.
Segundo dados da Organização Mundial
da Saúde (OMS), o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking das Américas quando o
assunto é o número de pessoas com diagnóstico confirmado para
depressão.
O percentual aponta que os números
correspondem a 5,8% da população. No topo da lista estão os Estados Unidos com
5,9%. Em contrapartida, quando o assunto é prevalência de casos de
ansiedade, os brasileiros ocupam a primeira posição.
O ponto mais grave da doença conduz
muitos ao suicídio. Cristãos ou não, devem ter cuidados com o gerenciamento das
emoções para não tornarem-se vítimas dos acúmulos negativos de
perdas, cargas excessivas de estresse, mágoas, tristezas e decepções, etc.
É bom lembrar que nem todos os casos
são acometidos por situações específicas. Há também aqueles que tendem a
enfrentar a doença por uma predisposição genética.
Assim sendo, buscar auxílio em
ambos os casos, seja o/a psicólogo ou até mesmo um psiquiatra para avaliar
os procedimentos que o paciente precisará ser submetido, são instrumentos
necessários para se obter cura.
Enquanto os limites entre a ciência e
a fé retumbam como incompreensíveis em muitas situações, para os que crêem,
fica a certeza de que a fé é o firme fundamento do que não se vê, mas se
espera.
No campo da ciência, fica a
afirmativa de que o percurso traçado por ela trás o mapeamento correto
para amenizar as dores.
Entre um e outro o importante é:
Cuide da alma, não acumule lixo emocional, não se entregue às frustrações, na
pare de sonhar, cultive amizades saudáveis e jamais abandone a fé.
POR ELIENE SMITH
Jornalista
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